Foliculite e pelos encravados: causas, como tratar e como prevenir

Foliculite é a inflamação do folículo capilar, frequentemente causada por pelos encravados. Entenda os tipos, as causas e os tratamentos disponíveis. Clínica Awada, Santo André.

Foliculite e pelos encravados: causas, como tratar e como prevenir

Bolinhas vermelhas ou com pus que aparecem após a depilação ou nos locais onde cresce pelo: essa é a apresentação mais comum da foliculite, uma inflamação do folículo capilar que afeta muitas pessoas e frequentemente é subestimada ou tratada de forma errada.

A foliculite não é apenas um problema estético. Em casos recorrentes, pode deixar manchas escuras e cicatrizes. E em formas mais profundas, pode evoluir para abscessos que exigem tratamento mais intensivo.

O que é foliculite

Foliculite é a inflamação do folículo capilar, a estrutura que envolve a raiz do pelo. Quando há inflamação nessa estrutura, aparecem pápulas (bolinhas) ou pústulas (bolinhas com pus) ao redor dos pelos.

A causa mais comum é bacteriana: a bactéria Staphylococcus aureus está envolvida na maioria dos casos. Mas foliculite também pode ser causada por:

  • Pelo encravado: o pelo cresce para dentro da pele ao invés de para fora, irritando o folículo
  • Fungos: especialmente em pessoas que usam roupas sintéticas apertadas ou que transpiraram muito
  • Vírus: herpes simples pode causar foliculite viral
  • Pseudomonas: bactéria encontrada em jacuzzis e piscinas mal cuidadas

Locais mais comuns

A foliculite pode aparecer em qualquer área com pelos:

  • Virilha, glúteos e região pubiana (especialmente após depilação)
  • Coxas internas
  • Axilas
  • Barba e pescoço em homens
  • Pernas
  • Couro cabeludo

Relação com a depilação

A depilação é um dos principais gatilhos da foliculite, especialmente:

Lâmina: corta o pelo em ângulo, criando uma ponta afiada que pode crescer em direção à pele ao invés de para fora. A lâmina velha e o barbear contra o crescimento do pelo aumentam o risco.

Cera: arranca o pelo pela raiz, abrindo o folículo e criando uma porta de entrada para bactérias. Se a cera for aplicada em temperatura inadequada ou com higiene insuficiente, o risco aumenta.

Linha de biquíni e axilas: regiões com muito atrito (roupa, suor), alta temperatura e grande densidade de glândulas sudoríparas são as mais propensas.

Depilação a laser e foliculite

A depilação a laser pode tanto tratar quanto causar foliculite, dependendo do contexto:

  • Em pacientes com foliculite de repetição causada por lâmina ou cera, a depilação a laser elimina o pelo de forma permanente e acaba com o ciclo de inflamação recorrente
  • Imediatamente após as sessões de laser, pode ocorrer foliculite transitória, que é uma resposta inflamatória normal ao calor e à destruição do folículo

O médico orienta os cuidados pós-laser para minimizar a inflamação transitória.

Como a foliculite é tratada

O tratamento depende do tipo, da extensão e da causa:

Antibiótico tópico: para foliculites bacterianas localizadas, cremes ou géis com clindamicina, eritromicina ou mupirocina são usados sobre as lesões.

Antissépticos tópicos: sabonetes com clorexidina ou peróxido de benzoíla ajudam a controlar a proliferação bacteriana na região afetada.

Antibiótico oral: em casos extensos, recorrentes ou com sinais de infecção mais profunda, o dermatologista indica antibiótico sistêmico.

Antifúngico: quando a causa é fúngica (foliculite por Malassezia), o tratamento é com antifúngico tópico ou oral.

Esfoliação química: ácido salicílico e ácido glicólico ajudam a liberar pelos encravados e prevenir novas ocorrências ao desobstruir os folículos.

Laser: em casos de foliculite crônica por pelo encravado, a depilação a laser resolve a causa do problema de forma definitiva.

Como prevenir

Técnica de depilação adequada: ao usar lâmina, sempre no sentido do crescimento do pelo, com lâmina nova e gel de barbear. Trocar a lâmina com frequência.

Esfoliação regular: 1 a 2 vezes por semana, a esfoliação mantém os poros abertos e previne a encravação do pelo.

Roupa adequada: usar roupas folgadas após a depilação, especialmente na virilha e nas coxas internas. Evitar tecidos sintéticos apertados nas áreas propensas.

Higiene pós-depilação: limpar a área com antisséptico suave após a depilação.

Hidratação: manter a pele hidratada reduz a fricção e a irritação.

Manchas escuras pós-foliculite

A inflamação recorrente pode deixar manchas escuras (hiperpigmentação pós-inflamatória) nas áreas afetadas. O tratamento dessas manchas, após o controle da foliculite, inclui ativos clareadores tópicos e, em casos mais intensos, laser de pigmento como o Picolo ou o LaViEen.

Atendimento na Clínica Awada em Santo André

Na Clínica Awada, a foliculite é avaliada pelo dermatologista com identificação do tipo e da causa, seguido do protocolo de tratamento e das orientações de prevenção. Para casos recorrentes associados à depilação, a depilação a laser pode ser a solução definitiva.

Perguntas frequentes: FAQ

Foliculite é contagiosa?

A foliculite bacteriana não é transmitida por contato casual. A foliculite por Pseudomonas de jacuzzi pode ser adquirida em água contaminada. Em geral, não é uma condição contagiosa no cotidiano.

Posso espremer as bolinhas da foliculite?

Não. Espremer a foliculite aumenta o risco de disseminar a infecção, aprofundar a lesão e deixar cicatrizes e manchas. Tratar com o produto correto é sempre a melhor abordagem.

Foliculite na barba: como tratar?

Foliculite na barba (barba de cabelo) é comum em homens com cabelo crespo, onde o pelo curvado tem maior tendência a crescer de volta para a pele. O tratamento inclui antissépticos tópicos, exfoliação e, em casos recorrentes, considerar a depilação a laser como solução definitiva.

Quanto tempo leva para a foliculite passar?

Com tratamento adequado, foliculites leves respondem em 7 a 14 dias. Casos mais extensos ou recorrentes levam mais tempo e podem precisar de antibiótico oral. A recidiva frequente indica necessidade de avaliação dermatológica para identificar a causa e tratar de forma mais definitiva.


Foliculite de repetição não precisa ser aceita como parte da rotina de depilação. O diagnóstico correto e o tratamento adequado quebram o ciclo de inflamação e previnem as sequelas de manchas e cicatrizes.

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