Alopecia areata: queda de cabelo em placas, causas e tratamentos

Alopecia areata causa queda de cabelo em regiões circulares delimitadas. Entenda as causas autoimunes, como o diagnóstico é feito e quais tratamentos estão disponíveis. Clínica Awada, Santo André.

Alopecia areata: queda de cabelo em placas, causas e tratamentos

Acordar e encontrar um círculo sem cabelo no couro cabeludo: limpo, bem delimitado, que simplesmente não estava ali antes. Essa é a apresentação mais característica da alopecia areata, uma das formas mais comuns de queda de cabelo não cicatricial. A queda acontece de forma rápida, repentina e sem dor, o que frequentemente causa grande impacto emocional.

A alopecia areata é uma doença autoimune, e entender isso muda completamente a abordagem ao problema.

O que é alopecia areata

Alopecia areata é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca os folículos capilares, interrompendo o crescimento dos cabelos. O folículo não é destruído: fica em estado de "dormência". Por isso, os cabelos podem crescer novamente: seja espontaneamente, seja com tratamento.

Afeta cerca de 2% da população ao longo da vida. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum antes dos 30 anos. Afeta igualmente homens e mulheres. Pode afetar o couro cabeludo, a barba, sobrancelhas, cílios e pelos do corpo.

Diferente da calvície comum (alopecia androgenética), a alopecia areata não tem relação com hormônios: é um processo imunológico.

Tipos de alopecia areata

Alopecia areata em placas (patchy): o tipo mais comum. Uma ou mais áreas circulares ou ovais sem cabelo, com bordas bem definidas. A pele na área afetada é normal, sem descamação ou cicatriz.

Alopecia totalis: perda completa de todos os cabelos do couro cabeludo.

Alopecia universalis: perda de todos os pelos do corpo, incluindo sobrancelhas, cílios e pelos corporais.

Alopecia em faixa (ophiasis): perda em faixa ao longo das bordas do couro cabeludo. Padrão mais resistente ao tratamento.

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico da alopecia areata é principalmente clínico: o dermatologista examina as placas de queda, avalia a borda das lesões e pode encontrar o sinal do ponto de exclamação: cabelos curtos que afunilam na base, muito característicos da alopecia areata ativa.

O tricoscópio (dermatoscopia do couro cabeludo) é uma ferramenta importante na avaliação. Em alguns casos, o dermatologista solicita exames laboratoriais para investigar doenças autoimunes associadas, como tireoide de Hashimoto e doenças da tireoide.

O que pode desencadear a alopecia areata

A causa base é autoimune: genética e sistema imunológico. Mas fatores desencadeantes frequentemente precedem os episódios:

  • Estresse emocional intenso ou súbito
  • Infecções virais
  • Traumas físicos
  • Período pós-parto
  • Imunossupressão

É importante lembrar que o estresse não causa alopecia areata em quem não tem predisposição genética. Mas em quem tem, pode ser o gatilho do primeiro episódio ou das recidivas.

Tratamentos disponíveis

O objetivo do tratamento é suprimir a resposta autoimune local e estimular o crescimento dos cabelos. As opções variam conforme o tamanho das lesões, a idade do paciente e a intensidade do quadro:

Corticosteroides intralesionais: injeções de corticoide diretamente nas placas de alopecia areata. São o tratamento mais eficaz para lesões localizadas e em placas. Realizadas pelo dermatologista a cada 4 a 6 semanas, com resposta frequentemente positiva em poucas sessões.

Corticosteroides tópicos: cremes ou soluções aplicados nas placas. Menos eficazes que as injeções, mas podem ser usados como adjuvante.

Minoxidil tópico: estimula o crescimento capilar de forma não específica. Usado em associação com outras abordagens, especialmente para manutenção e consolidação do resultado.

Imunoterapia de contato: técnica em que uma substância sensibilizante é aplicada no couro cabeludo para provocar uma resposta imunológica local que "distraia" o sistema imunológico dos folículos. Usada em casos extensos ou resistentes.

Medicamentos sistêmicos: em casos extensos (alopecia totalis, universalis ou ophiasis), o dermatologista pode indicar medicamentos que modulam o sistema imunológico de forma mais ampla.

Inibidores de JAK: classe de medicamentos mais recente, com resultados expressivos em casos de alopecia areata extensa. São indicados pelo dermatologista em casos selecionados.

Prognóstico: o cabelo volta?

Em muitos casos, sim. Especialmente em lesões em placas localizadas e com início recente, a repigmentação e o crescimento dos cabelos são frequentes com tratamento adequado.

Em formas mais extensas (alopecia totalis ou universalis), o prognóstico é menos previsível. Há casos de recuperação completa e casos de persistência sem resposta ao tratamento.

A alopecia areata tem caráter de recidiva: mesmo após recuperação completa, novos episódios podem ocorrer. O acompanhamento dermatológico regular é importante.

Alopecia areata e saúde emocional

O impacto da alopecia areata na autoestima e na saúde mental é significativo. A perda de cabelo repentina e visível, especialmente quando afeta regiões como sobrancelhas e cílios, pode gerar ansiedade, depressão e isolamento. O suporte psicológico faz parte do cuidado integral, especialmente em casos extensos.

Atendimento na Clínica Awada em Santo André

Na Clínica Awada, a alopecia areata é avaliada pelo dermatologista com tricoscopia e exames complementares quando indicados. O protocolo de tratamento é definido conforme o tipo, a extensão e a resposta individual de cada paciente.

Perguntas frequentes: FAQ

Alopecia areata é hereditária?

Existe componente genético: pessoas com familiares com alopecia areata têm maior predisposição. Mas a hereditariedade não é determinante e a condição pode surgir sem histórico familiar.

A alopecia areata tem cura?

Não existe cura definitiva, mas em muitos casos o tratamento provoca remissão completa com crescimento total dos cabelos. Recidivas podem ocorrer mesmo após recuperação.

Alopecia areata é diferente de calvície?

Sim. A calvície comum (alopecia androgenética) é progressiva, difusa e hormonal. A alopecia areata é autoimune, causa queda em placas delimitadas, e o folículo não é destruído. O tratamento e o prognóstico são completamente diferentes.

Quanto tempo leva para o cabelo crescer com tratamento?

Com injeções intralesionais de corticoide, os primeiros sinais de crescimento aparecem em 4 a 8 semanas. O crescimento completo da área tratada pode levar de 3 a 6 meses de tratamento continuado.


A alopecia areata é uma condição que aparece sem aviso e impacta profundamente quem passa por ela. Mas não é irreversível. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos casos responde e os cabelos voltam.

Agende sua avaliação na Clínica Awada em Santo André e receba um diagnóstico preciso e um protocolo de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp ou pelo nosso site.