A onicomicose é a infecção fúngica das unhas, a condição dermatológica mais comum nas unhas e uma das infecções fúngicas mais prevalentes em adultos. Estima-se que afete entre 10 e 14% da população geral, com incidência maior em pessoas acima de 60 anos, diabéticos e imunossuprimidos.
Apesar de frequente, a onicomicose é tratável e o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura completa.
O que causa a onicomicose
A maioria dos casos (80 a 90%) é causada por dermatófitos, fungos que se alimentam da queratina presente nas unhas, na pele e nos cabelos. Os principais agentes são o Trichophyton rubrum e o Trichophyton mentagrophytes.
Em proporção menor, Candida e fungos não-dermatófitos (como Fusarium e Aspergillus) também podem causar onicomicose, especialmente em unhas das mãos e em pacientes com condições específicas.
Os fungos entram pela unha por microlesões na borda distal ou pelos laterais e avançam gradualmente em direção à base.
Como reconhecer: sintomas e apresentações
A onicomicose não tem uma aparência única. As formas mais comuns:
Onicomicose subungueal distal lateral (OSDL): a mais frequente. Começa na borda livre da unha com manchas esbranquiçadas ou amareladas que evoluem para espessamento, descolamento (onicólise) e fragmentação. A cor pode variar de branco-amarelado a marrom-escuro conforme a evolução.
Leuconiquia superficial: a superfície da unha fica branca e opaca, com aspecto de "tiza". Causada por dermatófitos que colonizam a superfície dorsal.
Onicomicose subungueal proximal: o fungo entra pelo sulco proximal (base da unha) e avança em direção à borda livre. Menos comum, frequentemente associada a imunossupressão.
Onicomicose total distrófica: estágio avançado com comprometimento de toda a lâmina ungueal, que se torna espessa, quebradiça e deformada.
Por que tratar: além da estética
Onicomicose não tratada não se resolve sozinha. Os fungos avançam progressivamente e:
- A infecção pode se alastrar para outras unhas
- Pode servir como porta de entrada para bactérias, especialmente em diabéticos e imunossuprimidos
- Causa dor e desconforto ao calçar sapatos nas formas mais avançadas
- O fungo na unha pode contaminar a pele adjacente e manter ciclos de reinfecção
Além disso, a onicomicose é frequentemente confundida com psoríase ungueal, trauma e outras condições, o que reforça a importância do diagnóstico correto antes de tratar.
Diagnóstico: como confirmar
O diagnóstico clínico pelo dermatologista é o primeiro passo. Para confirmação laboratorial:
- Exame micológico direto (KOH): raspado da unha observado ao microscópio após clareamento com hidróxido de potássio. Identifica a presença de hifas fúngicas.
- Cultura fúngica: identifica o agente específico e permite teste de sensibilidade. Mais demorado (2 a 4 semanas), mas orienta a escolha do antifúngico.
Opções de tratamento
Antifúngicos tópicos (lacas e soluções):
Indicados para casos iniciais, superficiais ou como suporte ao tratamento oral. As lacas antifúngicas com ciclopirox ou amorolfina são aplicadas diretamente na unha. A penetração é limitada em unhas espessas e o tratamento é longo: 3 a 6 meses para unhas das mãos, 6 a 12 meses para unhas dos pés.
Antifúngicos orais:
Para casos moderados a graves ou com múltiplas unhas afetadas, o tratamento sistêmico é mais eficaz. As opções principais:
- Terbinafina: primeira escolha para dermatófitos. Alta taxa de cura, bem tolerada. Pulso mensal ou dose diária contínua.
- Itraconazol: cobertura mais ampla, inclui Candida e alguns não-dermatófitos. Usado em pulsos mensais.
O tratamento oral requer acompanhamento médico por possíveis interações medicamentosas e monitoramento hepático em casos específicos.
Laser para onicomicose:
O laser é uma alternativa eficaz, especialmente para quem não pode usar antifúngicos orais (por condição hepática, interações medicamentosas ou preferência pessoal).
O mecanismo de ação é térmico: o calor gerado pelo laser destrói as células fúngicas sem dano ao tecido ungueal ao redor. São necessárias múltiplas sessões para atingir os fungos em toda a extensão da lâmina ungueal.
Na Clínica Awada, o tratamento de onicomicose com laser é realizado com tecnologia de alta precisão, sendo uma opção segura e sem efeitos sistêmicos. O número de sessões varia conforme a extensão e o estágio da infecção.
Quanto tempo dura o tratamento
A grande dificuldade da onicomicose é o tempo: a cura micológica (eliminação do fungo) ocorre antes da cura clínica (crescimento de unha saudável). Como a unha do pé cresce cerca de 1 mm por mês, pode levar de 12 a 18 meses para que uma unha completamente comprometida se renove.
Isso não significa que o antifúngico seja tomado por todo esse período, mas que o paciente precisa de paciência e acompanhamento para avaliar a resposta.
Prevenção e redução da recorrência
A onicomicose tem taxa de recorrência significativa. A prevenção passa por:
- Manter os pés secos: secar bem os espaços entre os dedos após o banho
- Usar calçados respiráveis, alternando pares para permitir secagem
- Evitar andar descalço em pisos de piscinas, vestiários e saunas
- Não compartilhar alicates, lixas e instrumentos de pedicure
- Verificar se instrumentos de salão são devidamente esterilizados
- Tratar a micose dos pés (frieira) simultaneamente, pois o fungo pode reinfectar a unha da pele adjacente
- Usar antifúngico em pó no calçado durante e após o tratamento
Para mais informações sobre como o fungo contamina ambientes e como prevenir, veja nosso guia de prevenção de micoses no dia a dia.
Atendimento na Clínica Awada em Santo André
Na Clínica Awada, o tratamento de onicomicose começa pelo diagnóstico correto - incluindo confirmação laboratorial quando necessário - para definir o agente causador e a melhor abordagem. O plano inclui avaliação das condições associadas (diabetes, imunossupressão) que influenciam tanto a resposta ao tratamento quanto o risco de recorrência.
Perguntas frequentes: FAQ
Onicomicose tem cura?
Sim. Com tratamento adequado e mantido pelo tempo necessário, a cura é possível. A taxa de cura com antifúngico oral varia de 50 a 80%, conforme o agente e a extensão. Combinações de tratamento (oral + tópico ou oral + laser) podem aumentar as chances.
Posso fazer pedicure com onicomicose?
Sim, com cuidados. Instrua a pedicure sobre a condição, certifique-se de que os instrumentos são esterilizados (autoclave) e evite compartilhamento. O corte e o desbaste da unha não curam a infecção, mas reduzem o volume de fungo e permitem melhor penetração do antifúngico tópico.
A unha vai voltar ao normal?
Com cura micológica completa e tempo para crescimento da unha saudável, a aparência normal se restaura na maioria dos casos. Em alguns pacientes com dano crônico à matriz ungueal, a unha pode permanecer com alguma irregularidade residual mesmo após a cura.
Onicomicose pode passar para outras pessoas?
O fungo pode ser transmitido por contato direto com superfícies contaminadas (pisos, instrumentos não esterilizados). O contato interpessoal direto é menos eficiente como via de transmissão, mas pessoas com dermatofitose ativa devem tomar cuidados para evitar contaminar o ambiente.
Onicomicose tem tratamento eficaz, mas exige diagnóstico correto, escolha adequada da terapia e acompanhamento pelo tempo necessário. A melhora visível da aparência da unha não significa cura: o fungo pode persistir mesmo com aspecto melhorado.
Agende sua avaliação na Clínica Awada em Santo André para diagnóstico e tratamento adequado da onicomicose. Entre em contato pelo WhatsApp ou pelo nosso site.